RESENHA: FILME TUDO E TODAS AS COISAS.



Tudo e Todas as Coisas
Como você pode existir se ninguém sabe que você existe?

Resenha crítica por ADS Neto.

E se você tivesse a chance de escolher entre viver o resto da vida presa ou viver um dia com a pessoa que você ama? O que você escolheria?


            É a partir dessa pergunta que devemos ir preparados á sessão do filme que estreou essa semana (pelo menos aqui em PG), TUDO E TODAS AS COISAS do excelente diretora STELLA MEGHIE.

            Primeiramente irei falar sobre os aspectos técnicos do filme, e depois sobre o que a história me passou e por fim, o que achei do filme como um todo.

            A primeira coisa que vejo em um filme, são os atores escolhidos, e devo dizer, que apesar de não conhecer a maravilhosa e talentosa AMANDLA STENBERG, eu já conhecia o trabalho de NICK ROBINSON, que direi de passagem, me agrada, vale ressaltar que muitas pessoas estão chamando NICK de o rei das adaptações, pois ele está presente em muitas deles, mas nem sempre em papel principal ou até mesmo de destaque (Assistam Kings Of Summer com ele, em breve farei um post sobre ele). Não irei comentar sobre o resto do elenco, pois apesar de possuir mais alguns personagens em tempo suficiente de tela para chamá-los de coadjuvantes, ao meu ver suas atuações não merecem nomenclaturas neste post. Muito bem, o casal principal me agradou, e a história que o trailer passava também, fiquei imediatamente ansioso para assistir o filme. Muitas pessoas hoje em dia vão ao cinema atrás de filmes com bons efeitos especiais, com explosões, cenas de lutas inacreditáveis, e não me levem a mal, muitas vezes eu sou uma dessas pessoas, mas no meu caso, eu simplesmente amo um bom filme água com açúcar que apesar de não ser lá aquelas coisas, agrada pela sua simplicidade. Pois bem, a trilha sonora do filme é extasiante, e dá a impressão de ter sido escolhida a dedo, pois cada uma delas combina extremamente bem com a cena em que está inserida. Tem duas coisas que eu sempre procuro em um bom filme, a fotografia e a química entre os personagens, e deve dizer que esta produção entrega maravilhosamente bem ambas as coisas.

            Agora vamos a história. Mas antes de começar a falar, devo dizer que achei ela bem previsível. Pois nos primeiros cinco minutos de filmes eu virei para meu amigo e falei o que achava que seria o final do filme, e ele concordou comigo, e não deu outra, foi exatamente como previmos. Mas isso não estragou a nossa percepção do filme.

            Com um pouco mais de noventa minutos de filme, acompanhamos a história da vida de Maddie, uma garota aparentemente normal, se não fosse por um simples detalhe, ela sofre de com a Síndrome da Imunodeficiência Combinada, ou seja, seu organismo não consegue produzir anticorpos para se defender, assim, uma simples gripe poderia matá-la. Logo após completar 18 anos, a garota se vê perdidamente apaixonada por seu novo vizinho, e decide que quer viver a vida que nunca pode viver.  

            Como todo filme de romance adolescente norte americano, todos os clichês possíveis batem ponto, mas isso não torna a experiência de assistir ao filme ruim, em fato, não atrapalha em nada, e em alguns momentos, você fica aliviado que o clichê realmente aconteceu pois contribui e muito para o desenrolar do filme.

            Durante o filme são citados dois livros, onde cada um é o favorito de cada personagem, e esses livros refletem no estilo de vida de cada um e até mesmo a sua personagem. Enquanto o livro dela é O PEQUENO PRÍNCIPE, o dele é O SENHOR DAS MOSCAS. Ela, uma garota inocente, que nunca mentiu, extremamente doce e amável, que tem um desejo enorme de poder sair de dentro da própria casa, que é uma fortaleza tecnológica contra germes, para conhecer o mundo. Enquanto ele é um adolescente normal, na puberdade, extremamente sínico e pessimista, e não tem uma visão muito boa do mundo até conhecer ela.

            O filme funciona de forma perfeita e cronometrada, e esse fato pode até incomodar alguns, mas o fato é, com a junção da boa trilha sonora, da química entre os personagens, da fotografia e da narrativa fluída, o filme se torna um bom entretenimento para se ter especialmente com a namorada ou namorado ou até mesmo alguém especial.

NOTA: 4.

            

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