CRÍTICA - FILME - LOGAN


Direção: James Mangold

Gênero: Ação, Quadrinhos, Drama, Aventura.

Elenco: Hugh Jackman, Patrick Stuwart, Dafne Keen, entre outros.

Estreia: 2 de março de 2017 (já em exibição).

Duração: Aproximadamente 127 minutos.

Censura: 16 anos.

Sinopse: Em 2029, Logan (Hugh Jackman) ganha a vida como chofer de limousine para cuidar do nonagenário Charles Xavier (Patrick Stewart). Debilitado fisicamente e esgotado emocionalmente, ele é procurado por Gabriela (Elizabeth Rodriguez), uma mexicana que precisa da ajuda do ex-X-Men para defender a pequena Laura Kinney / X-23 (Dafne Keen). Ao mesmo tempo em que se recusa a voltar à ativa, Logan é perseguido pelo mercenário Donald Pierce (Boyd Holbrook), interessado na menina.




Muito bem, o que falar sem correr o risco de apanhar na rua....... Huashuashaush.......

Como todos sabem, pelo menos eu creio que todos saibam, esse é, enfim, o último filme do nosso querido Hugh no papel do Carcaju mais querido dos cinemas (eu creio que é o único Carcaju do cinema, mas enfim).

Muito bem, vamos relembrar do passado. Lá trás, quando o primeiro filme dos X-MEN começou a ser produzido, e o nosso querido Hugh foi o escolhido para o papel do mutante badass, muitos, se não todos os fãs dos mutantes ficaram revoltados, pois haviam escolhido um ator que é totalemente o oposto do mutante nos quadrinhos, mas tudo bem, por que até então, não poderíamos fazer nada á respeito, e uma coisa que eu acho revoltante, é que ninguém reclamou, pelo menos que eu lembre, da escolha do magnífico e fantástico Ian Mckellen para o papel de Magneto, não me levem a mal, eu simplesmente AMO o Ian, mas o mutante controlador de minérios de ferro nos quadrinhos era um armário de músculos, o o Ian é praticamente uma vareta se comparado com ele, mas esse não é o caso aqui. Pois bem, o filme estreou, e mesmo com o nariz torto para um certo mutante, todos fomos aos cinemas assistir ao tão esperado filme, e, posso dizer por mim, e acredito que por milhares de fãs, que apesar de alguns deslizes, o filme nos agradou e muito, especialmente a versão cinematográfica de Logan.

De lá para cá, já se passaram incríveis 17 anos, e a franquia X-MEN não poderia estar mais viva! Contamos com 10 filmes, que em sua maioria são excelentes, tirando é claro os sofríveis Confronto Final e Origens, e contamos com o excelente, e totalmente surpreendente DeadPool.

Recentemente veio a mídia a informação que o Hugh havia pensado em desistir de interpretar o mutante após o sofrível X-MEN ORIGENS WOLVERINE, e convenhamos, qualquer um pensaria assim, pois meus deuses, eles detonaram e MUITO a mitologia do carcaju. Mas graças aos bons deuses que o excelente James Mangold, diretor que até então havia se especializado em sua grande maioria de comédias românticas, veio com a ideia de WOLVERINE IMORTAL, filme que eu achei bom.

Pois bem, ano passado, com o estrondoso, e surpreendente sucesso de DeadPool, a Fox deu carta verde para que ambos, Diretor (Mangold) e astro (Jackman) fizessem o filme que quisessem, da maneira que desejassem, por que até então, seria a despedida definitiva do ator no papel. 
   
  
A produção começou e apesar de algumas informações, nada de muito relevante era divulgado, claro, logo que anunciaram que eles se inspirariam e possivelmente se baseariam na HQ Old Man Logan, os fãs foram ao delírio. Alguns meses após foi anunciado que Patrick Stuwart reprisaria uma última vez o papel de Professor X e que finalmente seria introduzida na mitologia cinematográfica a mutanta X23.

Muito barulho foi feito em torno desse filme, muito mesmo, e isso só fez as minhas expectativas irem nas nuvens, e creio que isso aconteceu com as expectativas de muitos fãs. 

Então veio a estréia.

Pois bem, vou tentar ser direto e incisivo, quando assisti ao filme, como disse anteriormente, tinha expectativas enormes para a produção, e isso me fez ficar extremamente animado, e foi isso que me deixou confuso, deixe-me explicar melhor, o filme é bom, MUITO BOM, mas não sei, fiquei com a sensação de que faltava algo sabe, as interpretações são maravilhosas, em especial da iniciante Dafne Keen, mas algo no desenvolver da estória faltou sabem, tipo, tem MUITAS referências aos filmes passados, algumas falhas, pois eles deixam no ar algumas informações, mas essas informações são de acontecimentos pré-dias de um futura esquecido, onde toda a cronologia foi redefinida, mas tudo bem, isso não tem TANTA importância assim. 

O que eu fiquei mais triste, isso, triste é a palavra certa, é que algumas coisas no filme parecem ter sido colocadas só para dar um impacto emocional, sabe, como é o caso do Caliban, que apesar da atuação fantástica de Stephen Merchant, e principalmente o Professor X, que apesar de ter profundidade na trama, ele sai de cena de forma simples, bem , não tão simples, pensando agora, a cena teve bastante profundidade, mas eu esperava mais do Professor X sabe. 

Mas a minha grande surpresa foi a química do trio principal, formado justamente por Hugh, Patrick e Dafne, foi perfeito, pareciam uma família de verdade, bem, de Hugh e Patrick já era esperado, pois eles estão atuando juntos á 17 anos, mas a pequena Dafne é SENSACIONAL! 


Dito isso, posso dar a minha nota sem dor no coração, pois como eu disse, o filme é MUITO BOM! Mas ao meu ver, faltou algumas coisas essenciais, e por isso deixou aquele gostinho de incompleto no final.

NOTA: 4,7.

Att.
A.B.Neto.

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