08/10/2014
Hoje como a maioria dos dias do meio da semana, eu
acabei indo para Joinville mais cedo, de ônibus.
Eu sentei ao lado de uma senhora, e ela falava ao
telefone ao que parecia com sua filha, e eu tentando me concentrar no livro que
eu estava lendo.
Em determinado momento, a senhora fala algo sobre o
Titanic, e instintivamente, me vem uma lembrança á mente.
Eu tinha meus 7 anos de idade, e era louca e
completamente apaixonado por uma colega de classe, que aqui chamarei de A.
Apesar de a minha paixão platônica viver ao meu lado,
pois sempre fazíamos tudo junto, em parte por causa da minha paixão por ela, eu
nunca havia me declarado para ela, e por conta disso, nunca sabia se ela sentia
o mesmo por mim.
Um belo dia, A ficou na minha casa na parte da tarde
para fazer um trabalho em dupla comigo, ela morava em uma cidade vizinha, e
estudava comigo na minha cidade.
Logo depois do almoço, meus avós foram para os postos
de gasolina que eles tinham na época, e eu e a A ficamos com a moça que
trabalhava lá em casa.
Em determinado momento, fomos para a sala de
televisão, e eu tomei a iniciativa.
- A, posso te fazer uma pergunta?
- Claro. – Ela responde.
- Você gosta de mim?
- Sim, muito. – Ela responde.
Eu fiquei imensamente feliz com isso.
- Posso te fazer outra pergunta? – Eu pergunto esperançoso.
- Sim.
- Você quer ser minha namorada?
- Não.
- Vamos assistir Titanic? - Eu pergunto com vergonha.
- Vamos!
E nós passamos a tarde assistindo ao filme e fazendo
o trabalho escolar.
Ao lembrar disso, cai na risada, e não consegui me
controlar, a senhora, e muitos outros passageiros olharam de canto, como se
pensassem “quem é esse louco?”.
Att.
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